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CLUBE DO BOTÃO / SLG - FUTEBOL DE MESA - 1990 - CAMPINAS/SP
 
CORREIO POPULAR



José Jorge Farah assume a Confederação (10/09/08)

O campineiro José Jorge Farah, filho de Eduardo José Farah, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM). A eleição e a cerimônia de posse aconteceram sábado, em São Paulo, quando foi realizado o campeonato brasileiro do esporte. Entre 16 times, o Palmeiras tornou-se bicampeão na modalidade "12 toques".

Serginho Castilho ganha torneio de futebol de mesa (05/09/08)

A 2ª etapa do Torneio Campineiro de futebol de mesa terminou anteontem, com a vitória de Serginho Castilho. Celso de Assis ficou em 2º, com Luiz Humberto em 3º e Ricardo Nardy em 4º. A nova temporada terá duas fases. A 1ª será classificatória e disputada em 16 etapas. A segunda (final) terá uma etapa, dia 17 de dezembro. Os jogadores são divididos nas séries ouro, prata, bronze e extra. (AAN)

Campineiros vão bem no futebol de mesa
Quinta-feira, 29 de maio de 2008

Quatro jogadores de Campinas disputaram no fim de semana, em Blumenau o XX Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa. Márcio Costa foi o 15º lugar na série bronze e 47º no geral. Ismael Júnior, terminou em 28º na bronze, 60º no geral; Gustavo Arcolini foi o 5º da Extra e 69º no geral; Celso de Assis ficou em 12º na extra, 76º no geral. Os quatro treinam no Clube do Botão (http://www.clubedobotao.com), que funciona em Campinas.

Publicada em 19/11/2007

Esportes
Paulistano leva título do Brasileiro

Após sete anos sem praticar o esporte, Carlos Eduardo voltou a treinar em janeiro e conquistou o primeiro lugar no master

Bruno Ribeiro
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
bruno@rac.com.br

O paulistano Carlos Eduardo Ramos, após sete anos sem praticar o botonismo, voltou a disputar um Campeonato em grande estilo. Ele conquistou ontem o título da categoria master da 19ª edição do Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, disputado pela primeira vez em Campinas. As partidas, realizadas no Ginásio do Taquaral, contaram com os melhores botonistas do Brasil e consagraram o paulistano

A vitória, segundo Ramos, foi uma surpresa. “Depois de um longo período distante do futebol de botão, voltei a treinar este ano, para participar do campeonato. Não imaginava que fosse chegar tão longe”, disse. O vice-campeão da categoria foi o paranaense Fernando Rodrigues.

O campineiro melhor colocado foi Cristiano Paffrath, que ficou em 12º lugar. No ano passado, ele terminou na 9ª colocação. Para ele, o nível dos competidores deste ano estava alto. “O futebol de mesa está crescendo no Brasil e isso tem se refletido no nível dos jogos, cada vez mais difíceis", comentou.

O grau de dificuldade das partidas mereceu elogios de Ricardo Nardy, diretor do Clube do Botão de Campinas. “Ficamos muito felizes com o nível do evento e a qualidade técnica dos competidores. O objetivo, agora, é tentar a organização de uma Copa do Mundo da modalidade", disse.

Além da categoria foram disputadas outras categorias. Adulto — Campeão: Quinho (SP) e Vice: Diney (SP); juvenil — Campeão: João Vítor (SP) e Vice: Daniel (RJ); e infantil — Campeão: Ranieri (RJ) e Marquinhos (RJ). Na Copa Campinas de Futebol de Mesa, evento paralelo ao Brasileiro, os três primeiros colocados foram: Fernando Hackman, Gustavo Erbelini e Ismael Júnior. Os campeões ganharam troféus e medalhas. “Infelizmente não chegamos ao ponto de premiar com dinheiro. Espero que depois dessa edição, empresas e governos possam abrir os olhos para o esporte e apoiar de modo efetivo”, disse Nardy.

O campeonato, realizado pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM), foi marcado por uma boa presença de público. Parentes e amigos dos botonistas, vindos de vários estados, tomaram um dos lados da arquibancada do Ginásio do Taquaral.

O aposentado Geraldo Salvador de Lima, que veio de Fortaleza especialmente para acompanhar o neto, acredita que o futebol de botão merecesse ser reconhecido como esporte olímpico. “Se o tênis de mesa conseguiu, por que não o futebol de mesa?”, perguntou. Ainda segundo ele, o botão é um jogo antigo, mas ainda pouco divulgado

Publicada em 18/11/2007

Esportes

Campeonato de Futebol de Mesa chega ao fim

Objeivo da competição é chamar a atenção para a importância do jogo no País
Da Agência Anhangüera

“Foi o maior encontro de futebol de mesa que nossa cidade já presenciou”, definiu Ricardo Nardy, coordenador do Clube do Botão de Campinas, que participou da organização do 19 Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, no Ginásio do Taquaral. As finais do torneio mais importante do ano para a modalidade acontecem hoje, das 9h às 14h, com entrada franca.

É a primeira vez que um campeonato nacional tem sua sede em Campinas. Para Nardy, a idéia é transformar a cidade em um pólo de encontro de botonistas de todo o Brasil.

Cerca de 200 botonistas de vários estados participaram da competição nas modalidades adulto, master, juvenil e infantil. Representando Campinas, apenas dois atletas: Cristiano Paffrath e Márcio Costa. Os finalistas só seriam conhecidos no fim da tarde de ontem, mas os competidores campineiros apareciam com boas chances.

"Todos os concorrentes são ranqueados ou federados, ou seja, estamos jogando com botonistas de nível altíssimo. Todos têm chance de chegar ao título", explicou Ricardo Nardy.

Apesar de ser disputado por milhares de pessoas em todo o mundo, o Futebol de Mesa ainda não é reconhecido oficialmente como esporte para figurar em competições de grande porte, como o Pan-americano e as Olimpíadas.

Um dos objetivos do Campeonato Brasileiro é chamar a atenção para a importância da modalidade e conseguir, a longo prazo, inclusão nos jogos olímpicos.

“Um dos primeiros passos é conseguir profissionalizar os atletas. Vejo com otimismo o futuro, pois a adesão ao futebol de mesa está cada vez maior.”

Publicada em 15/11/2007

Melhores botonistas do País jogam no Taquaral

(Eduardo Caruzo/da Agência Anhanguera)

Campeonato que começa hoje no Ginásio do Taquaral reunirá cerca de 200 jogadores

Uma invasão de 50 "estrelões" — como são chamadas popularmente as mesas de futebol de botão — foi instalada no Ginásio do Taquaral, em Campinas, para receber entre hoje e domingo os duelos de mais de 200 botonistas de diversos estados que lutam pelo título do 19 Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, modalidade 12 toques.

"O público terá a oportunidade de voltar aos tempos de criança. Todos os botonistas começaram num estrelão. Mas o campo oficial atualmente tem 1,80m (comprimento) por 1,20m (largura). É do tamanho do campo de tênis de mesa", disse Ricardo Nardy, 44 anos, coordenador do clube do Botão de Campinas, entidade que conta com 30 membros e possui sede na Vila Nova. As partidas de abertura da competição serão disputadas a partir das 14h30.

"É um campeonato que acontece uma vez por ano e nunca foi realizado na cidade. Apenas os melhores botonistas de cada estado participam da competição", disse Nardy. O único campineiro que está confirmado no torneio é Cristiano Paffrath. "Temos outros quatro botonistas na fila de espera. Se houver desistência, eles podem disputar o campeonato", ressaltou. Os participantes da competição serão divididos entre adulto (96 jogadores), masters (64), juvenil (20 — idade entre 15 e 18 anos) e infantil (20 — até 14 anos). Os quatro primeiros colocados recebem troféus.

De amanhã a sábado, os jogos terão início às 9h e seguem ininterruptamente até as 12h30. No período da tarde, os botonistas encaram seus adversários das 14h às 18h. No domingo serão disputadas as finais das 9h às 14h e, em seguida, a cerimônia de premiação. O torneio é realizado pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) e conta com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Campinas. (Eduardo Caruso/Da Agência Anhangüera)


Publicada em 12/11/2007
Esportes
Elite do futebol de mesa se reúne em Campinas

Cerca de 200 jogadores de vários estados competem a partir de quinta-feira

Paulo Santana
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
santana@rac.com.br

Todo amante do futebol sonhou algum dia na vida experimentar a emoção de ter seu próprio time. Ser ao mesmo tempo técnico e jogador. Imaginar-se pisando o gramado do Maracanã ou de Wembley. Melhor ainda, marcando um gol pela sua equipe ou erguendo a taça de campeão. Fantasias que só mesmo o futebol de mesa pode proporcionar. E é em busca da realização de tudo isso que 200 atletas de 11 estados do País "entrarão em campo", de quinta-feira até domingo, no Ginásio do Taquaral, em Campinas, para a disputa do 19º Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa.

A coisa é séria. Haverá até a execução do Hino Nacional Brasileiro, conforme prevê a legislação. A banda SLG, acostumada a se apresentar nas praças de Campinas, fará a abertura oficial do torneio que será dividido em quatro categorias (adulto, masters, juvenil e infantil), na modalidade 12 toques.

Na categoria adulto estão inscritos os 96 melhores botonistas, subdivididos nas séries ouro, prata, bronze e extra. Os 64 masters jogarão nas séries ouro, prata e bronze. Os 20 atletas juvenis, com idade entre 15 e 18 anos, e os 20 da categoria infantil (até 14 anos) jogam apenas uma série.

E todos os inscritos chegaram ao maior evento da modalidade no Brasil por causa dos bons resultados obtidos em suas cidades e respectivos estados. "As vagas foram divididas de acordo com o ranqueamento oficial. Ninguém entrou por indicação ou qualquer tipo de favorecimento", avisa o presidente da Federação Paulista, José Jorge Farah Neto.

Campinas foi escolhida sede do torneio por uma questão estratégica. "Os grandes clubes de São Paulo, como Palmeiras, Corinthians e Santos, já têm seus times oficiais. O São Paulo está em vias de entrar para a Federação e Campinas também precisa estar representada. Se não pelo Guarani ou a Ponte, então que seja por outro time", lembra o dirigente Farah Neto.

Atualmente, o Clube do Botão, que tem sua sede na Vila Nova, disputa competições com seus 30 integrantes, mas apenas dez são federados e oficialmente jogam pelo Rio Branco, de Americana. O grupo fez uma parceria com a Sociedade Cultural Musical, Recreativa e Social São Luís Gonzaga para utilizar sua sede para treinos, encontros e torneios internos.

O objetivo é espalhar o esporte pela cidade. "Estamos buscando apoio de empresas e clubes interessados em nos ajudar. Já tentamos com o Guarani e a Ponte, mas não deu certo. Primeiro, porque os clubes não demonstraram interesse. Depois, porque temos bugrinos e pontepretanos que não gostariam de vestir a camisa do time rival", conta o coordenador do Clube do Botão, Ricardo Nardy.

Técnica conta pontos no esporte

Para ser um bom jogador de futebol de mesa é preciso ter habilidade, técnica e — como tudo na vida — um pouco de sorte. O jogo tem atacante, goleiro e bola. Pela regra tem lateral, escanteio e muitas outras particularidades. Em Campinas, o grupo que forma o Clube do Botão está a um passo de atingir a marca de 200 torneios internos. Uma história que começou em 90.

Não se sabe ao certo o ano e o inventor desse esporte. Maria Cristina Von Atzingen, em seu livro "História do Brinquedo" (ed. Alegro - 2001), dá duas versões para o surgimento: a primeira é de que teria sido inventado em 47 por Peter Adolph, com o nome de "subbuteo". Mas ressalva que em 30, o carioca Geraldo Décourt teria inventado o jogo, que seria jogado com peças feitas de um material chamado "celotex".

O que se tem certeza é que nos anos de 70 e 80 uma geração inteira foi tomada pelos encantos desse jogo. Em qualquer conversa sobre o "futebol de botão" ou "futebol de mesa", como muitos preferem designar, é possível ouvir divergentes histórias sobre o esporte. O improviso com tampas de relógio ou fotos de jogadores recortadas de jornais e colados nos botões são as mais comuns.

Em 88, Júlio Paterno, fundador do Grêmio Butantã de Futebol de Mesa Amador, conheceu o esporte no Palmeiras. "Jogávamos em casa, na mesa da cozinha", conta Júlio, que em 90 fundou o Salão da Casa da Sogra. "Como na casa da minha sogra tinha um salão grande, passamos a reunir amigos para partidas. O número de amigos foi crescendo e veio a idéia de se montar algo mais sólido."

Em Campinas, o futebol de mesa reúne admiradores. "A idade dos jogadores varia bastante, tanto quanto a profissão", lembra Ricardo Nardy. No site oficial dos botornistas de Campinas (www.clubedobotao.com.br), ele conta que o amor surgiu nos finais de tarde depois do trabalho, dentro da própria empresa. "Começamos a achar em nossas casas times da infância de diversas marcas e modelos. Com uma trave solitária foi dado o primeiro chute ao gol", recorda.

O primeiro campo era improvisado. Ele e o amigo Eduardo Valverde transformaram uma chapa de aglomerado que seria utilizada para a construção de uma mesa de escritório em um belo gramado. "Os times mais usados eram o Guarani (do Ricardo), e a Ponte Preta (do Eduardo)", conta. (PS/AAN)

SAIBA MAIS - Conheça algumas curiosidades do esporte

O esporte chegou a ser proibido porque as crianças nas escolas tiravam os próprios botões de suas roupas para simular o jogo.

No Brasil, mais de 10 mil botonistas são filiados à Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

Um chute a gol pode ultrapassar a marca de 100km/h.

Concentração é fundamental. 4Os toques são milimétricos, de precisão cirúrgicas. Um só desvio pode mudar a história da partida.

Existem três regras no Brasil. A primeira e mais técnica é a carioca. Nesse método, os jogadores têm dois tempos de 20 minutos para disputar a partida. As outras são a paulista e a baiana.

Fontes: www.futeboldemesanews.com.br e www.clubedobotao.com.br

Modalidade conquistou praticantes fora do País

O futebol de mesa é muito praticado no Brasil, mas também tem milhares de simpatizantes na Argentina, Espanha e Hungria, país onde fica a "Fifa" do esporte. Somente no Brasil, são 11 federações estaduais inscritas na Confederação Brasileira de Futebol de Mesa. No país do futebol, já foram organizados 12 Campeonatos Brasileiros, reunindo, cada um deles, 200 botonistas, como o que acontecerá em Campinas a partir de quinta-feira, no Ginásio do Taquaral.

Mas, assim como no futebol tradicional, os "brazucas" estão ganhando o mundo. O presidente da Federação Paulista, José Jorge Farah Neto, foi convidado e já aceitou ser um dos vice-presidentes da entidade mundial, que tem sede na Hungria. "É muito importante para o crescimento do esporte no nosso país. Agora também poderemos disputar a Copa do Mundo", destaca o dirigente.

No mês passado, o Futmesa Japan organizou o segundo encontro de botonistas, na Associação Internacional de Kawasaki, na província de Kanagawa, no Japão. "Mesmo as crianças que não praticam o futebol se divertiram bastante. Acharam as regras um pouco difíceis, mas entenderam como é divertido jogar com seus amigos", conta a organizadora Halley Koichi Tanaka.

O Futmesa foi convidado para que, no dia 13 de Julho de 2008, possa repetir o evento que acontecerá na Associação Internacional de Kawasaki. (PS/AAN)


Revista Metropole
Clube da bolinha

Publicada em 29/7/2007

Craques do botão: a velha brincadeira de infância ganhou regras, materiais modernos e o cobiçado status de esporte

Rodrigo Maia
rodrigom@rac.com.br

Maradona toca para Ronaldinho Gaúcho, que lança Pelé e o Rei encobre o goleiro soviético Yashin. Nos gramados pelo mundo afora, esse lance jamais se realizaria, especialmente porque escala jogadores de épocas diferentes. No entanto, no Clube do Botão, a ficção ganha toques de realidade por conta da imaginação de seus freqüentadores. Assim, a jogada dos sonhos é perfeitamente possível nas partidas de futebol de mesa espalhadas pela sala de disputa.

A antiga brincadeira de criança ganhou regras e atingiu o status de esporte. Os botões passaram por avanços tecnológicos, a mesa foi remodelada e o jogo precisou ser mais pensado em forma de estratégia. O velho “pro gol” segue firme, só que não pode ser de qualquer lugar do campo.

No Clube do Botão, cerca de 30 sócios disputam partidas todas as quartas-feiras à noite e também no último sábado de cada mês. Para os fanáticos pelo futebol de mesa, a ansiedade toma conta quando os dias dos jogos se aproximam. Exemplo disso é Edson Fortuna. Praticante de botão desde que se entende por gente, o servidor público não marca compromissos na hora dos jogos. Chegou a recusar um horário sugerido para a realização do ultra-som da namorada, grávida de oito meses. “Não ia dar tempo para chegar ao clube. Pedi para secretária marcar para mais cedo”, brinca.

A paixão pelo esporte é tão grande, que Fortuna guarda com carinho até hoje seus dois primeiros times de botão, Cruzeiro e Atlético-MG, e também o “estrelão” (campo de futebol de botão) que ganhou de presente. Hoje, aos 40 anos, possui mais de 80 equipes diferentes em sua coleção. “São times nacionais, internacionais e seleções. Mas para disputar competições, utilizo apenas cinco”, conta.

Para cada regra, é recomendado um tipo de botão. Assim, Fortuna, que costuma jogar na regra Paulista, já tem equipe própria para ela. Torcedor do Guarani, ele não esconde sua predileção pelo botão do Bugre. “Tenho uma equipe que é o time campeão brasileiro de 78. Tem o nome de todos os jogadores. É o meu xodó”, diz.

Organização nota 10

Apesar de os praticantes de futebol de mesa terem o esporte como um hobby, o Clube do Botão é levado muito a sério e organizado nos moldes de uma entidade profissional. Criado em 1990 por Ricardo Nardy e Eduardo Valverde, e batizado com o nome de Dorian Gray, o clube ganhou vários sócios ao longo do tempo.

Se no início apenas os dois fundadores disputavam as partidas (leia-se dérbi), hoje 30 apaixonados mostram seus talentos pelas seis mesas da organização. Em 2005, foi renomeado para Clube do Botão. Em parceria com a Sociedade Cultural, Musical, Recreativa e Social São Luiz Gonzaga conseguiram um espaço para praticar o esporte.

Para se filiar ao clube basta pagar uma mensalidade de R$ 15,00, utilizada para comprar os troféus e pagar o aluguel da sala. Porém, como o clube dispõe de um espaço pequeno, 20 botonistas estão na fila de espera. “Infelizmente, os clubes de Campinas não incentivam o futebol de mesa. Em São Paulo é bem diferente. Lá, em qualquer clube, grande ou pequeno, há um espaço para a prática do esporte”, diz o presidente Ricardo Nardy.

Dividido em três séries – ouro, prata e bronze, como se fossem três divisões com seis times cada –, o campeonato dura quatro meses e é disputado no sistema de pontos corridos. “Toda rodada é colocada no computador. Fazemos um ranking quadrimestral e outro anual. Para não haver confusões, temos que ter uma boa organização”, diz.

Sócio e diretor do clube, Celso de Assis utiliza os torneios de quarta-feira para se aprimorar para as competições profissionais que disputa. No último Campeonato Brasileiro, realizado em Belo Horizonte, o empresário defendeu as cores do Rio Branco, de Americana. Ficou em quinto lugar na série prata no torneio por equipes. Entre os parceiros de time, estava Sérgio Castilho, um dos maiores incentivadores do futebol de mesa no País.

Recentemente, o clube ficou mais triste. Castilho, aos 69 anos, morreu, vítima de enfarte. Ele era fabricante das bolas do jogo e também de botões especiais. O legado fica para o filho, o veterinário Serginho Castilho, também amante do esporte.

Vício do bem

No clube da bolinha, as mulheres também têm vez. Um exemplo é Ligia Maria Waki, que mostra seu talento nos “gramados” especiais. Professora de uma escola com atividades extra-curriculares para os filhos dos funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela só aprendeu a jogar este ano, apesar de ter brincado com os primos quando criança.

E foi por acaso. Alguns alunos pediram a ela que os ensinasse a jogar botão. “Para mim, era apenas um brinquedo. Quando pesquisei, vi que era um esporte”, diz. Após aprender, Ligia se viu contagiada. Segundo ela, é como um vício do bem, muito difícil de largar.

Depois de se associar ao clube, Ligia ganhou um time cor-de-rosa. A equipe foi presente de Celso de Assis, que também fabrica campos como hobby. O conjunto é uma de suas equipes favoritas para a disputa de torneios.

Sete décadas de sucesso

Inventado por Geraldo Cardoso Décourt, em 1930, o jogo de botão começou com botões de cuecas. Em seguida, ele utilizou os botões de calças. À mesa usada para a prática, Décourt deu o nome de Celotex, em virtude do material de confecção da tábua. A importância deste brasileiro para o futebol de mesa é tanta que o ex-governador Geraldo Alckmin, em 2001, estabeleceu o dia 14 de fevereiro, data de nascimento de Décourt, como o dia do botonista.

Ao longo de mais de sete décadas, muitas modificações ocorreram no esporte. Várias regras foram inventadas e os materiais de jogo não são mais os mesmos. Em 1970, a fábrica de brinquedos Estrela lançou o famoso “Estrelão”. Até hoje, alguns adeptos optam por chamar assim a mesa de jogo.

Os jogadores, que já foram botões de antigos ternos ou vidros de relógios, foram industrializados em 1950. Passaram a ser de plástico com os escudos dos principais times ao centro. Para as bolas, botões de camisas e pecinhas do jogo War eram as preferidas.
Atualmente, os botões são produzidos em acrílico. Os modelos profissionais são confeccionados ao gosto do botonista. Detalhes como medida, angulação, cavação e altura são milimetricamente calculados pelos fabricantes. As bolas, além do formato de pastilha, também podem ser esféricas.

Regra 12 toques (Paulista)

Tempo de jogo: 10 minutos cada tempo
Nº de toques: 12 coletivos e 3 individuais no máximo
Botões: 3,5 a 6cm (diâmetro)
Goleiro: 8 x 3,5cm
Bola: esfera de feltro de 1cm (diâmetro)
Traves: 12,5 x 5cm
Campo: 1,8 x 1,2m
Origem: São Paulo
Características: mais jogada no País, a regra paulista permite que o botonista atinja o limite de 12 toques. Destes, no máximo três devem ser feitos com um mesmo jogador. Dá para conseguir uma boa posição do botão para o chute a gol. Em cada tentativa, o botão deve tocar na bola. Tem como ponto forte a precisão dos chutes, o que geralmente traz placares elásticos. De todas as regras confederadas, é a mais fácil de ser jogada. Não tem rebotes nem escanteio, o que deixa o jogo mais fácil de ser interpretado.

Regra 3 toques (Carioca)

Tempo de jogo: 25 minutos em cada tempo
Nº de toques: 3 coletivos
Botões: 6cm (diâmetro) no máximo
Goleiro: 7 x 3,5cm
Bola: esfera de feltro de 1cm (diâmetro)
Traves: 14,6 x 4,9cm
Campo: 2,2 x 1,6m
Origem: Rio de Janeiro
Características: a mesa possui medidas proporcionais a um campo de futebol. Nessa regra, o botonista só terá direito ao terceiro toque se fizer um passe no segundo. Além disso, a bola deve permanecer no campo do adversário por pelo menos uma jogada para poder chutar a gol. É bem próximo do futebol de campo, com impedimentos, escanteios e rebotes. Pela complexidade, deve haver um árbitro para comandar a partida. O posicionamento dos botões é fundamental.

Regra 1 toque (Baiana)

Tempo de jogo: 25 minutos em cada tempo
Nº de toques: 1 coletivo
Botões: 6cm (diâmetro) no máximo
Goleiro: 6 x 3,8cm
Bola: disco de polietileno com 1cm de diâmetro e 2mm de altura
Traves: 15 x 6cm
Campo: 2 x 1,4m
Origem: Bahia
Características: é jogada com um disco em vez de uma bola. Os botões são mais altos e a trave é maior. É permitido apenas um toque por jogador e o chute a gol só é válido quando o disco estiver no ataque. Além de uma boa estratégia, necessita-se de habilidade manual. É a regra com placares mais baixos, devido à sua dificuldade.

Jogadores ensinam a manter as peças preservadas e em bom estado

Para deixar seu botão lustroso e deslizante, combine silicone e lustra-móvel em quantidades iguais. Coloque a mistura num pano e passe nos botões.

Depois de lustrado, evite colocar a mão no botão.

Compre ou faça um estojo para guardá-los.

Para limpar a mesa, utilize um pano seco. Nada de usar produtos químicos.

A paleta deve ser escolhida a gosto do botonista. Medidas e materiais são opções pessoais.

Nossas fontes

Ricardo Nardy

Esportes
Futebol de mesa reúne craques em Socorro

Campineiro está entre os 200 participantes da competição que vai até domingo

Adriana Giachini
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
amaral@rac.com.br

O dia é das crianças, mas a diversão é para adultos. Cerca de 200 botonistas de todo o País irão participar, a partir de hoje, em Socorro, da 18ª edição do Campeonato Nacional de Futebol de Mesa, categoria 12 toques. E explica-se: apesar de o esporte lembrar a infância, época na qual geralmente as pessoas começam a praticá-lo, não haverá espaço para brincadeiras. "O campeonato reúne os melhores do ranking do País e todo mundo entra para tentar ser campeão", alerta o campineiro Cristiano Praffath, de 34 anos, que defende o Rio Branco de Americana.

Vice-campeão brasileiro em 99, na categoria três toques, Cristiano estréia no torneio de 12 toques e se mostra otimista. "Só de participar já será muito bacana. Estou no Rio Branco há seis anos e é a primeira vez que um atleta da equipe consegue estar no Nacional", afirma Praffath, fundador de um grupo de estudos na cidade sobre a modalidade.

Há oito meses, ele coordena no clube Fonte São Paulo um grupo de aficionados pelo futebol de botão e cúmplices no sonho de ver novamente Campinas disputando Paulistas e Brasileiros da modalidade. "O presidente do clube, Arthur Orsi, nos deu o espaço e, mesmo com tão pouco tempo, já temos 25 membros. Agora, estamos procurando patrocinadores que nos ajudem a participar das competições."

Cristiano começou a jogar aos 8 anos, influenciado pelo futebol de campo. "Acho o futebol de mesa apaixonante porque é o único do mundo no qual o jogador pode escolher sua seleção dos sonhos. Posso ter em campo Pelé e Maradona", brinca ele que, nesse Brasileiro, optou por um time sem "grandes estrelas".

Torcedor da Ponte Preta, Cristiano garante que, quando não está no trabalho — é motorista de ambulâncias — não deixa de reservar um tempo para treinar. Praticante há quase 25 anos, ele integrou, por duas vezes, o extinto clube Campinas Futebol de Mesa, da década de 90, e diz ter, entre medalhas e troféus, mais de 30 prêmios em casa. "Parei por um tempo, mas acabei voltando. É um esporte muito interessante e posso quase me sentir um jogador."

O Nacional de Futebol de Mesa irá reunir botonistas de dez estados, entre eles, o bicampeão brasileiro Marcus Paulo L. Zuccato, de Socorro. As decisões acontecem domingo. Os jogos serão no Clube XV (Praça Coronel Olímpio G. dos Reis).

SAIBA MAIS - Conheça detalhes do futebol de mesa

Pioneiro

A primeira edição do Brasileiro de Futebol de Mesa aconteceu em 1989. Atualmente, o torneio acontece em três categorias (um toque, três toques e 12 toques).

Homenagem

Em 1964 foi lançada a coleção "Onze de Ouro", criada para homenagear às Seleções Brasileiras de 1958 e 1962, campeãs mundiais, inclusive, com o botão do craque Pelé.

Sorteio

A 18ª edição do Campeonato Nacional de Futebol de Mesa terá participação de 64 botonistas no master; 96 no adulto; 24 no infantil e 24 no juvenil.

Preço

O Futebol de Mesa, ao contrário do de botão, não é um esporte barato. Uma equipe para competições profissionais custa em média R$ 60. Um bom goleiro não sai por menos que R$ 20.

Publicada em 9/2/2003

Esportes
Futebol de mesa, o "esporte" de gerações

"Você é o Felipão, o beque e o Ronaldinho." Para Sérgio Castilho, jogador de futebol de mesa há mais de 50 anos, a sensação de dar as palhetadas nos "atletas de botão" é como esquecer da vida e projetar as jogadas realizadas na mesa aos toques mágicos dos Futebol de mesa, o "esporte" de gerações

"Vai pro gol": até num campinho improvisado, você é Felipão e Ronaldinho, sem nenhuma cerimônia.

Eduardo Caruso
Da Agência Anhangüera
caruso@rac.com.br

"Você é o Felipão, o beque e o Ronaldinho." Para Sérgio Castilho, jogador de futebol de mesa há mais de 50 anos, a sensação de dar as palhetadas nos "atletas de botão" é como esquecer da vida e projetar as jogadas realizadas na mesa aos toques mágicos dos seus ídolos do esporte mais popular do Mundo. Castilho lembra com muita precisão e nostalgia suas principais conquistas e os lances inesquecíveis que conseguiu com os jogadores de acrílico, dentro das quatro linhas de um Estrelão (o tradicional "campinho" comercializado pela Estrela durante décadas). "Meus dois lances mais bonitos não foram em jogadas de gol, mas sim de defesa", afirma o "craque".
Castilho se lembra como se fosse hoje do dia que teve o primeiro contato com o esporte. Em 1946, quando o botonista completava o seu oitavo ano de vida, um xará, Sérgio Brunner Bastos, na época médico do time profissional do Corinthians, ajuntou a patota da rua no bairro de Vila Madalena, em São Paulo, e ensinou os primeiros passos do jogo para a molecada. “Eu fui um deles”, comenta orgulhoso.
Hoje, aos 64 anos, conta como se fosse garoto as principais conquistas ao longo da sua trajetória com o botões. Com uma técnica apurada e uma grande familiaridade com o esporte, Castilho conquistou, em 1993 e 98, os principais títulos da sua carreira: campeão brasileiro e campeão da Taça Brasil de Futebol de Mesa, repectivamente.
O maior rival do jogador é o seu filho, Sérgio Castilho Filho, 37 anos. “Ele é o meu principal rival. Embora eu tenha mais técnica, ele é um rolo compressor”, afirma o jogador, sem desmerecer a sua capacidade e, ao mesmo tempo, sem deixar de ser um ‘pai coruja’. “Eu venci meu desafio. Eu consegui que meu sucessor fosse igual ou melhor do que eu. Agora, quero que ele faça também isso com o filho dele”, conclui.

Três regras
Em 1930, Décourt, mais conhecido como o ‘papa do botão’, publicava as primeiras regras do futebol de mesa no livro Regras Officiaes do Foot-ball Celotex, com a idéia de unificar o modo de jogar o esporte em todo o Brasil. Mesmo assim, as modalidades variam até hoje, conforme as regiões do País.
Basicamente existem três modalidades, consideradas oficiais pela Associação Brasileira de Futebol de Mesa (ABMF). São elas, as regras baiana, carioca e paulista.

Regra carioca é considerada a mais técnica

Desde 1983, o botonista Sérgio Castilho abandonou o estilo paulista de jogar botão e se rendeu às regras cariocas, adotadas pela Associação Brasileira de Futebol de Mesa (ABMF). "A regra carioca é muito mais técnica", avalia. Na regra carioca, disputada em algumas regiões do Rio de Janeiro, Minas Gerais e mais raramente em São Paulo, o jogador pode dar até três toques nos botões na mesma jogada. Na segunda paletada, o botonista tem que passar a bola a outro jogador para viabilizar o terceiro toque. Os botões são mais finos e possuem uma bainha (área de chute) menor. "Com a bainha menor, é melhor para o toque e pior para o chute", afirma.
Já a regra paulista, além de ser usada na maior parte do Estado de São Paulo, difundiu-se para o Paraná, parte do Rio de Janeiro e Nordeste. Cada jogador pode tocar 12 vezes em cada jogada, sendo que um mesmo botão pode ser tocado no máximo três vezes na bola. O botão possui um furo no centro para a entrada de ar. "O furo evita que os jogadores grudem na mesa."
A única modalidade que Castilho não aceita como esporte é a baiana, também conhecida como gaúcha. A principal característica dessa regra é que cada botonista pode dar apenas um toque na bola na sua vez de jogar. "Eu não considero a regra baiana como futebol de mesa. Pode ser qualquer outro nome, mas futebol de mesa não é", comenta. Nessa modalidade, os jogadores possuem uma bainha maior, pois a prioridade é o chute.
Os campeonatos organizados pela Federação Paulista (FPFM) se divide nas categorias A-1, A-2, B e juvenil, por equipes, e ouro, prata, bronze, extra, master e juvenil, nas disputas individuais. (EC/AAN)

Além de botonista, jogador fabrica os próprios "atletas" de acrílico

A paixão pelo 'esporte' é tão intensa na vida de Sérgio Castilho, que além de jogar futebol de mesa, o botonista se dedicou também à fabricação dos jogadores de acrílico. Desde 1962, já confeccionou mais de mil times completos, com 12 jogadores. A qualidade e o desenvolvimento da técnica são um segredo. Atualmente, Castilho recebe encomendas de todo o Brasil.
Entre os times que fazem parte do seu acervo particular, o botonista destaca o degradê em preto, que segundo ele, cada botão tem um nome de atleta negro que brilhou nos gramados do futebol. O camisa 10, não podia ser outro, é o número atribuído ao Rei Pelé, e tem como apelido Negrão. Mas como um bom são-paulino, o jogador mais estimado por Castilho é o centroavante Benedito. "Num jogo entre Corinthians e São Paulo, ele fez um 'gol espírita'. O beque do Corinthians correu com ele e quando a bola estava na linha de fundo, Benedito pegou de sem-pulo na bola e conseguiu fazer o gol, dando a vitória para o São Paulo por 1 a 0", confirma.
Castilho também não se esqueceu dos grandes rivais da história do futebol, nas suas reproduções em acrílico. Um deles é a equipe do Uruguai, que venceu o Brasil na final da Copa de 50 por 2 a 1 em pleno Maracanã. "No fim, eu acabo através do botão deixando de ter mágoas desses jogadores. Teve um campeonato que o único time que não estava grudando na mesa era o Uruguai e eu fui bem", ressalta.
Para fabricar os botões, Castilho pede as especificações para o cliente e se vira para conseguir o resultado final, que agrade a ele e a pessoa que fez a solicitação. "Se ele quiser uma composição de cores, escudos e outras coisas, eu faço."
(EC/AAN)