FORMATO DO ABERTO - ESCLARECIMENTOS

FORMATO DO ABERTO – ESCLARECIMENTOS

/ Futmesa News

Não temos o objetivo de comparar o formato do aberto desse ano com o do ano passado. E nem provar qual é o melhor. O que se tem que levar em conta em qualquer análise é que o número de participantes varia de um aberto para outro e de um dia para outro no mesmo aberto, o que dificulta a aplicação de qualquer solução.

O modelo deste ano usa tabelas prontas de 24, 32 ou 40 botonistas evitando que a cada aberto uma nova tabela seja elaborada encaixando-se os inscritos nesse padrão. E usa a pontuação do aberto pró Ouro para cada série.

Analisando o modelo do ano passado foram constatadas algumas anomalias, que são:

1 – Houve aberto no sábado, com muitos participantes, em que na 1ª fase os grupos eram formados com 6 (seis) jogadores e classificavam-se 2 (dois) para a ouro, 2 (dois) para a prata e 2 (dois) para a bronze. E no domingo, com poucos participantes, a 1ª fase os grupos eram formados por 6 (seis) jogadores e classificavam-se 3 (três) para a ouro e 3 (três) para a prata. Não considera-se “correto” um mesmo torneio ter critérios de classificação diferentes.

2 – Dependendo do número de inscritos e WO’s por falta, a disputa da bronze fica com vários WO’s no grupo de 4. Não podemos esquecer aqui que qualquer número de inscritos que não seja múltiplo de 6 gera WO forçado nos grupos da 1ª fase. Como todos se classificam os WO’s vão para a segunda fase da bronze na parte da tarde.

3 – Baseado na situação acima houve no aberto de Santos um botonista que perdeu os 5 (cinco) jogos da 1ª fase e foi para a disputa da bronze de tarde nos grupos de 4 (quatro) jogadores. Porém, nesse grupo, haviam 2 (dois) WO’s. Jogou apenas um jogo na 2ª fase, perdeu e mesmo assim, classificou-se entre os 8 da bronze sem nenhuma vitória.

4 – Há relatos comprovados de botonista que ganhou medalha sem nenhuma vitória.

5 – A pontuação no ranking levava em conta o mesmo conceito dos abertos pró. Ou seja, o campeão da bronze ganha um número de pontos equivalente à alguma categoria acima. Diferente do que ocorre nos Abertos Prós, onde o botonista disputa a divisão que foi qualificado por ranqueamento, neste formato de campeonato todos os botonistas começam juntos e todos tem chance de ganhar a ouro. Portanto, não é correto um botonista que foi qualificado para bronze por mal desempenho na primeira fase pontuar mais que um botonista da prata ou ouro que foram melhor que ele na primeira fase. Entende-se que a pontuação deveria ser linear e, talvez, dar um bônus na pontuação dos campeões e vices da prata e bronze.

Bem, talvez todas essas anomalias poderiam ser estudadas e corrigidas, mas o que nos fez optar que em 2017 se voltasse ao antigo formato jogado por anos foi o comentário abaixo feito pelo Vinícius de Simoni que há anos trabalha junto à federação cuidando de tabelas e ranking,

“Baseado nesse número de inscritos aleatório precisam ser montadas tabelas específicas para o sábado e domingo de cada aberto. E até a composição dos grupos da parte da tarde depende da quantidade de inscritos. Tivemos no ano passado aberto com mata mata de 16 nos de muitos inscritos e com 8 no de poucos inscritos.

Como referência e evidência, nos abertos dos últimos 2 anos, foi notado por diversas vezes grandes atrasos e demoras entre as rodadas a partir da segunda fase por conta destas diversas variações de quantidades de inscritos, quantidade de WOs, e variações dos formatos de disputa, que consequentemente geraram a necessidade de intervenções manuais na tabela entre as fases e rodadas.

Montar uma tabela específica para cada dia e para cada torneio, de tal forma que ela fique “totalmente automática” para que o torneio transcorra dentro do horário programado e sem qualquer atraso demanda muitas horas de planejamento, desenvolvimento, e testes extremos para que não ocorra qualquer erro no torneio.

Uma tabela automática não consiste somente da geração dos confrontos em cada grupo. Ela é composta de uma série de itens que precisam funcionar em conjunto tais como: cálculo de resultados, critérios de classificação entre as fases, tratamento de desempates, tratamento de WOs, distribuição de mesas sem repetição, geração de súmulas para cada fase, entre outros.

Hoje minhas obrigações profissionais limitam o meu tempo dedicado à Federação e portanto seria inviável para mim montar tabelas específicas para cada torneio.”

O que estamos fazendo desde já é procurando um formato padronizado que atenda a demanda por torneios que classifiquem para ouro, prata e bronze numa série só.

Cássio Erbisti